sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Vôo de Olho de Coruja.

Apenas mais uma festa como tantas outras naquela floresta: as cobras se misturavam aos leões, aos gatos(-do-mato) e aos vermes, os mesmos sons, mesmas brincadeiras, as mesmas cores... Mas, uma criatura em especial. Olhares, fugas, mais olhares e a aproximação, seguida de uma rápida conversa e um beijo. O primeiro de muitos naquela noite. Carinhos, cumplicidade, coincidências (cara-metade?)...

E uma semana materializa-se em um sonho azul... Ou cor-de-rosa... Talvez lilás. Todo Lilás.

A comunicação não acontece, a espera que não acaba, o tempo que não passa, a dúvida que não quer calar. E a cada amanhecer a leveza e o brilho trazidos por palavras doces, proferidas pela voz que se quer ouvir todos os dias, pela brisa vinda do bater das asas. A comunicação se estabelece, a espera acaba, o tempo voa, mas a dúvida ainda não se cala. Só aumenta e leva a tristeza junto com ela, nesse ritmo acelerado de crescimento.

E tudo (semi)acaba com lágrimas sinceras e esperançosas, ligadas intimamente a um sotaque paraense que, antes de levantar vôo diz, querendo acreditar em suas próprias palavras: "Me espera que eu vou voltar".

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