sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Divagando sobre a lua e os humanos...

Noite de quinta-feira, cheia de medos e inseguranças. Num relance, em meio a movimentos truncados, a percebo nascendo: um incêndio de gigantes proporções, lutando por um espaço fora do meu corpo... Apaixonado como nunca, me pus a pensar sobre ela, a rainha absoluta: a lua. E foi que cheguei à conclusão de que a lua remete aos estados de ânimo e de humor dos humanos, ou seja, uma representação natural de estados da mente humana.

Quando algo novo nos toca a vida, nos abre a mente, cá estamos nós: todos cheios de si. Reluzindo luz por todos os poros, naturalmente chamando a atenção e, muitas vezes, atraindo olhares por onde quer que nós passemos, sem ao menos ter a intenção disso. Chegamos a não caber dentro de nós mesmos. Muitos de nós ficamos maiores em nossas auto-estimas, chegando a cuidar mais de si mesmo. Melhorar...

Em contrapeso, há momentos na vida em que “não estamos” pra ninguém... Simplesmente nos ocultamos até para nós mesmos. O espelho não reflete nossa real imagem, tudo parece desaparecer baixo aos nossos pés. O que dizer da lua nova? Seria na minha visão, ela a imagem da lua que traduz esse nosso estado de espírito. Sombria. Sem uma imagem formada. Apena está ali. Mas só está!

Só que os seres humanos não são formados unicamente desses dois extremos, assim como também a lua não o é. Os extremos apenas são uma tentativa de tornar mais fácil a identificação entre o bom e o mau, o feliz e o triste, o cômodo e aquilo que angustia. Crescemos. Lenta e gradativamente, mas crescemos. Às vezes ficamos parados numa etapa do crescimento mais tempo do que queriam, ou mais tempo até do que nós mesmos esperávamos. Descuidamos das coisas. A força interna ou, muitas vezes ate externa, querem nos deter, mas ainda conseguimos lutar e dar a volta por cima.

Também minguamos, morgamos. Quantas vezes depois de uma fase linda e cheia de coisas boas temos aquelas épocas em quem até queremos voltar àquele estado tão produtivo. Mas algo maior nos impede e tenta apagar nossa chama? Estamos ali, mirradinhos, quietinhos, sem muito ânimo... Mas sem deixar nunca de ter esperança. Uma tal esperança que nunca falha.Assim como a lua volta a se tornar cheia, voltamos à nossa plenitude também. Afinal ninguém e 100% anjo ou demônio, apesar de temos algo desses dois dentro de nós.

Wagner Ventury24/07/2008

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