quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Juventude Envelhecida.

Como é que as pessoas podem ser tão jovens e tão velhas ao mesmo tempo? POXA VIDA (pra não usar o pqp...)! Não consigo entender como uma pessoa pode deixar passar a vida em brancas nuvens, protelar os acontecimentos e desperdiçar oportunidades de momentos felizes. Não mesmo!

Nosso personagem de hoje tem 26 anos, mas poderia ter também 22, trabalha, tem uma vida de classe média, mora com os pais e só. SÓ MESMO. Não sabe o que é festa; não sai só e quando pensa em sair tem que pedir autorização aos pais para sair; tem medo da noite e de transporte público ao mesmo tempo que não possui carro próprio; nunca bebeu, nunca tomou um porre e nunca fumou; e para fechar com chave de ouro, podem acreditar que nunca teve contato íntimo com ninguém, nem ao menos beijo na boca... Enfim, uma criatura podada em todos os sentidos e, o que é pior, por si mesma. Agora pasme: esse personagem existe!

Talvez esse seja um dos motivos por, hoje em dia, a terceira idade está tão atuante, tão festeira, tão "pra frente": a repressão sofrida na juventude. Não quero dizer com isso que sou contra a terceira idade (ou até mesmo a segunda ou a quarta) serem mais ativas e dispostas, estou querendo mostrar que existem diferenças entre os vovôs e vovós e nosso personagem. A principal diferença é que a castração da parte mais intensa da vida, acontecia externamente, era algo imposto por pais, maridos e toda uma infinidade de "autoridades".

E hoje em dia muito senhores e senhoras vão à bailes, bingos, bebem, paqueram: se jogam... Óbviu que muitos deles estrapolam e quere, além de agir como, parecer jovem. Coisa que eu não concordo. Cada um no seu quadrado. Se divertir sim, mas sem esquecer da sua condição fisica, psicológica e moral. Ainda assim estão perdoados, querem relembrar, aproveitar a vida...

Pior, e mais triste, é alguém que no auge da sua juventude se comporta como um velho: sem forças para lutar a favor de sua liberdade, sem vontades de descobrir a parte boa das coisas, sem alegrias, e o que é mais deprimente sem a possibilidade de tê-las...

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