terça-feira, 18 de novembro de 2008

Por minha culpa, minha tão grande culpa...

Um rapaz que andava preocupado com o seu futuro, estudou, se esforçou, correu atrás e conseguiu vencer na vida. Por outro lado, se dedicou tanto à si mesmo, determinado em sua meta, que acabou se afastando dos amigos, da própira família... Recluso em casa sobre os livros, não viu a vida passar.

Esse mesmo rapaz, hoje um homem, se orgulha de dizer que o trabalho, o bom salário e a condição confortável de vida que possui na atualidade, é fruto do seu próprio esforço, porém não reconhece que o isolamento e a falta de verdadeiros amigos também seja fruto de suas atitudes, ainda que não-intencionais...

Acontece que somos, completa e unicamente, responsáveis por todas as coisas que acontecem nas nossas vidas, seja direta ou indiretamente. Quando lemos algo assim, muitas vezes somos surpreendidos por certo impacto, parece que dá um nó na garganta. Nao sei se é a nossa memória seletiva e ou nosso egocentrismo, mas algo nos faz só querer levar os créditos por aquilo de bom que acontece. Se o restante não está assim tão bom: fica por conta do acaso ou dos outros...

Se eu, e você também, pararmos agora e escolhermos um certo fato (bom ou ruim) do nosso momento atual, e se conseguirmos fazer todo um histórico desde o início, passando pelo desenvolvimento e indo até a conclusão, veremos que nós mesmos o causamos. Se o fato foi bom: não teremos maiores problemas. Então, agora pensemos em algo que está dando errado.
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Se após a constatação de que fomos nós os causadores, nós ainda recenhermos nossa culpa, estaremos dando um passo enorme rumo a uma vida, senão com menos erros, com erros menos lamentados. E se essa análise e reconhecimento forem uma constante em nossas vidas: seremos pessoas maduras, serenas e superiores.

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