domingo, 30 de novembro de 2008

Espera...

Longa e angustiada espera!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Vôo de Olho de Coruja.

Apenas mais uma festa como tantas outras naquela floresta: as cobras se misturavam aos leões, aos gatos(-do-mato) e aos vermes, os mesmos sons, mesmas brincadeiras, as mesmas cores... Mas, uma criatura em especial. Olhares, fugas, mais olhares e a aproximação, seguida de uma rápida conversa e um beijo. O primeiro de muitos naquela noite. Carinhos, cumplicidade, coincidências (cara-metade?)...

E uma semana materializa-se em um sonho azul... Ou cor-de-rosa... Talvez lilás. Todo Lilás.

A comunicação não acontece, a espera que não acaba, o tempo que não passa, a dúvida que não quer calar. E a cada amanhecer a leveza e o brilho trazidos por palavras doces, proferidas pela voz que se quer ouvir todos os dias, pela brisa vinda do bater das asas. A comunicação se estabelece, a espera acaba, o tempo voa, mas a dúvida ainda não se cala. Só aumenta e leva a tristeza junto com ela, nesse ritmo acelerado de crescimento.

E tudo (semi)acaba com lágrimas sinceras e esperançosas, ligadas intimamente a um sotaque paraense que, antes de levantar vôo diz, querendo acreditar em suas próprias palavras: "Me espera que eu vou voltar".

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Benefício (?) da Dúvida.

A angústia do incerto mata aos poucos, consegue levar qualquer humano às loucuras em frações de segundos e destrói, ao mesmo tempo em que alimenta, alguns tantos sonhos e planos. Por que hoje em dia as pessoas teimam tanto em duvidarem umas das outras, mesmo tendo a garantia de uma palavra, de sentimentos que parecem sinteros, deixando o caminho aberto para a desconfianças, a incerteza, o sofrimento...?

Pergunta retórica. Ora, o causador disso é o próprio ser humano: caça e caçador de si mesmo. E depois sofre: sofre por não poder confiar, sofre pela incerteza da dúvida, sofre pela possibilidade de ver eus desejos largados no meio do caminho, sofre pela angústia de não ver concretizados os objetivos traçados, sofre por ver a projeção de um futuro indo por água abaixo.

Ate quando a dúvida vai ser taxada de benefício?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Solidão

Quantas vezes nos sentimos sozinhos... A solidão e um mal que atinge milhões de pessoas mundo afora. Quem está só, fica como um barco à deriva, sem destino, isolado, sem ter como expressar seus sentimentos.

Num momento como esse, nada melhor que encontrar alguém que te escute, te aconselhe, divida este instante que parece não ter fim.

Solidão é igual a dor. Se não cuidarmos ela aumenta, vai dominando o corpo, pode até matar. Momentos de solidão são produtivos, mas se acostumar a eles é fatal.

Quando surge a companhia certa tudo se acalma e o pôr-do-sol fica ainda mais belo. Busque o que estiver ao seu alcance para encontrar alguém que, no momento da sua agonia diga "estou aqui".

João Ricardo Correia - Publicado no JH Primeira Edição do dia 23/11/2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

E Assim Caminha a Humanidade. E a Santidade?

Tudo bem, é aceitavel recriminar terceiros e julgá-los por algo que ele façam e VOCÊ não faça. Que você seja um exemplo, um modelo a quem se possa imitar indubitavelmente. Mas se você não pode ser esse tal MODELO, então não há que se admitir críticas gratuitas vindas de você. PONTO!

Por mais que as pessoas sejam um tanto quanto maldosas em certos comentários, goste de inflar comentários maldosos e divertidos, dificilmente alguém vai ser adepto da tal da INJUSTIÇA. E é basicamente sobre ela de que tratam essas linhas. Qualquer pessoa em sua sã consciência vai aceitar ser julgada, mas por outra pessoa que seja COMPLETAMENTE isenta dos sentimentos ou atitude causador do julgamento.

Caso contrário o, agora, juíz estará entrando no falso moralismo... Talvez uma intenção de ser perfeito apontando o erro dos outros. Algo sem nenhum respaldo ou credibilidade. E aqui cabe bem aquela história dos dedinhos: enquanto vc aponta alguém com o indicador, os outros quatro dedinhos estão apontando pra você.

Por acaso alguem lembra dos sete pecados capitais que a Igrja Católica tanto prega, e as professorinhas de catecismo repetem um insuportável insistência. Vamos ver se somos bons cristãos:

1.Inveja
2.Ira
3.Preguiça
4.Avareza
5.Gula



Faltaram dois né? Entao vejam esse link no final da postagem. Ele irá ajudar tanto a descobrir os outros dois pecados capitais, quanto a entender o sentido do texto.

http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2008/11/20/jovens-padres-do-vaticano-posam-para-o-calendario-2009/

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mães Morrem Quando Querem.

Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula. Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer. Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.

Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri rediviva - foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.

Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição. Entraria na faculdade,iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese. Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.

Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão...Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho 'mãe' se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado 'avó'. Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla...

Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar...

Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida. Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre. Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade...

Alexandre Pelegi

sábado, 22 de novembro de 2008

Para um amor desconhecido.



Faz tanto tempo que eu te procuro e parece que você brinca comigo
Teima em se esconder e eu já não sei mais em que lugar possa estar
No momento não quero muito: só dizer o que você deve já saber.


Sinto saudades dos momentos felizes que ainda não vivemos
E dos beijos e carinhos inesquecíveis ainda não concretizados
Me fazem falta até as lágrimas que ainda não derramei por você.


E por mais que eu tenha tudo, o vazio do seu espaço é mais forte
Isso fica cada vez mais claro a medida em que o tempo vai passando
E noto que sempre que estive apaixonado estava apenas enganado
Acabo por saber que ainda não era você, quem eu pensei que fosse...


Posso preencher temporareamente seu lugar com uma única intenção:
Antecipar sua presença, que sinto ser tão necessária em minha vida
Mas acredito que assumirá seu posto tão logo leia essas poucas linhas
Serás eternamente bem vinda a minha vida, pessoa desconhecida!

Wagner Ventury

O Tempo Pára!

Já diz a velha máxima que o tempo é o remédio pra tudo e felizes daqueles que ainda conseguem engolir esse remédio amargo. Porque é realmente impressionante como a nossa ansiedade pode desenhar tantos cenários, escrever roteiros e definir caminhos ilusórios na cabeça das pessoas.

Uma ligação que cai, um telefone que transfere a ligação para uma caixa postal, ou um msn off line são capazes de criar milhões de possibilidades e gerar, junto com elas, trilhões de sensações.

Para muitos, apesar de saber o tempo resolve as coisas e que tudo se esclarece no decorrer de horas (ou dias, semanas, meses...), a angústia da ansiedade insiste em aparecer e tranformar instantes em eternidades.

E depois de resolvida a problemática toda, é que se vê o quanto se é imaturo e quão criativa é a mente humana, que consegue transformar frações de segundos em dilemas dignos de longas metragens.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

À Cada Batida do Meu Coração...

Engraçado como às vezes a gente tem um pressentimento de que as coisas podem ser boas e logo achamos que, definitivamente, não vão ser boas assim, ou que algo ruim vai acontecer, mas você espera que tudo transcorra bem e que nada de mal aconteça. Aí você teima e vai lá: faz!

No início, tudo são flores, os acontecimentos fluem às mil maravilhas e aqueles bons pressentimentos se transformam agora em fatos consumados. Nesse momento, tudo de ruim que se pensou não passa de bobagens, besteiras que vem á toa em nossas cabeças. Mas ainda há tanta coisa para acontecer. E acontecem.

Passada a euforia do engano vão se desenhando silhuetas incovenientes, tranformando o que era alegria em desepero, tristeza e rancor. E a vida acaba, por um instante. No peito, uma bateria de escol de samba e na garganta, o nó da gravata (que geralmente é dado fora) passa a incomodar, pelo lado de dentro. Parece que abriram a torneira do registro e a água começa a subir para a caixa. Os olhos começam a lubrificar, involuntariamente.

Depois de uma fração de segundos, tempo onde tudo se passa, uma fingida indeferença e uma fuga imeditada. São necessários alguns poucos minutos no silêncio escuro: tanto interno, quanto externo. E a mente não sabe o que pensar, não chega a uma conclusão: quer uma coisa , mas não consegue...

Depois disso, a decisão. E as coisas tentam, inutilmente, voltar a ser como antes, mas a essa altura a guarda já foi acionada e a atitude adotada terá que ser mantida até o fim. E mesmo com o coração em chamas, queimando por dentro num fogo que sobe do peito até a garganta, o orgulho e a superioridade, natural do ser humano, falam mais altos.

Nada, nem ninguém, pode nos desviar das nossas metas: voltemos aos objetivos iniciais.

With Every Heartbeat - Robyn
Composição: Andreas Kleerup

Maybe we could make it alright
We could make it better sometime
Maybe we could make it happen baby
We could keep trying
But things will never change
.
So I don't look back
Still I'm dying with every step I take
But I dont look back
Just a little, little bit better
.
Good enough to waste some time
Tell me would it make you happy baby
We could keep trying
But things will never change
.
So I don't look back
Still Im dying with every step I take
But I don't look back
We could keep trying
But things will never change
So I don't look back
.
Still Im dying with every step I take
But I don't look back
And it hurts with every heartbeat
It hurts wïth every heartbeat

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Direto da Geladeira.

Tem quem goste de pratos quentes, mas há aqueles que preferem a sensação do gelo invadindo a boca. Existem aqueles sabores explosivos, frescos e quase instantâneos, ao mesmo tempo em que também há lugar para aqueles que foram se apurando com o tempo, até chegar ao ponto certo para degustação.

Os pratos principais, quentes, cheios de sabores, misturas e temperos, podem até ao ser servidos surtir um efeito imediato, ter um cheiro que faz salivar, mas a sensação que dar é que eles tem que safisfazer o instinto básico da alimentação. Os nossos antepassados, desde os mais primitivos, almoçavam, jantavam e até lanchavam, obviamente que sem dar esses nomes às suas refeições: eles apenas obedeciam à suas necessidades básicas. Se alimentavam.

Mas, (aaaahh) as sobremesas!!! Elas que tem a única função de DE-LEI-TAR, dar prazer... Sinal da inteligência humana, que conseguiu extrair os melhores sabores e misturá-los de uma forma tal, ao ponto de deixá-las de uma forma sublime. Seria coincidência que a maioria delas seja servida gelada? E ainda que elas sejam servidas em lugar de destaque em festas e comemorações? E seria mais coincidência o fato de que grande parte da humanidade seja simplesmente fissurada nos quitutes, geladinhos e docinhos, servidos após as refeições?

Se as respostas forem negativas, então junte-se a nós: vingativos assumidos. Não há prato mais doce que a vingaça: estrudada, complexa, um prato que se come frio, servido na hora certa e disfrutada ao extremo. Não se sinta mal, afinal a vingança não é um sentimento negativo ou inferior. É simplesmente a justiça, inteligentemente, feita por nossas próprias mãos.

Juventude Envelhecida.

Como é que as pessoas podem ser tão jovens e tão velhas ao mesmo tempo? POXA VIDA (pra não usar o pqp...)! Não consigo entender como uma pessoa pode deixar passar a vida em brancas nuvens, protelar os acontecimentos e desperdiçar oportunidades de momentos felizes. Não mesmo!

Nosso personagem de hoje tem 26 anos, mas poderia ter também 22, trabalha, tem uma vida de classe média, mora com os pais e só. SÓ MESMO. Não sabe o que é festa; não sai só e quando pensa em sair tem que pedir autorização aos pais para sair; tem medo da noite e de transporte público ao mesmo tempo que não possui carro próprio; nunca bebeu, nunca tomou um porre e nunca fumou; e para fechar com chave de ouro, podem acreditar que nunca teve contato íntimo com ninguém, nem ao menos beijo na boca... Enfim, uma criatura podada em todos os sentidos e, o que é pior, por si mesma. Agora pasme: esse personagem existe!

Talvez esse seja um dos motivos por, hoje em dia, a terceira idade está tão atuante, tão festeira, tão "pra frente": a repressão sofrida na juventude. Não quero dizer com isso que sou contra a terceira idade (ou até mesmo a segunda ou a quarta) serem mais ativas e dispostas, estou querendo mostrar que existem diferenças entre os vovôs e vovós e nosso personagem. A principal diferença é que a castração da parte mais intensa da vida, acontecia externamente, era algo imposto por pais, maridos e toda uma infinidade de "autoridades".

E hoje em dia muito senhores e senhoras vão à bailes, bingos, bebem, paqueram: se jogam... Óbviu que muitos deles estrapolam e quere, além de agir como, parecer jovem. Coisa que eu não concordo. Cada um no seu quadrado. Se divertir sim, mas sem esquecer da sua condição fisica, psicológica e moral. Ainda assim estão perdoados, querem relembrar, aproveitar a vida...

Pior, e mais triste, é alguém que no auge da sua juventude se comporta como um velho: sem forças para lutar a favor de sua liberdade, sem vontades de descobrir a parte boa das coisas, sem alegrias, e o que é mais deprimente sem a possibilidade de tê-las...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Por minha culpa, minha tão grande culpa...

Um rapaz que andava preocupado com o seu futuro, estudou, se esforçou, correu atrás e conseguiu vencer na vida. Por outro lado, se dedicou tanto à si mesmo, determinado em sua meta, que acabou se afastando dos amigos, da própira família... Recluso em casa sobre os livros, não viu a vida passar.

Esse mesmo rapaz, hoje um homem, se orgulha de dizer que o trabalho, o bom salário e a condição confortável de vida que possui na atualidade, é fruto do seu próprio esforço, porém não reconhece que o isolamento e a falta de verdadeiros amigos também seja fruto de suas atitudes, ainda que não-intencionais...

Acontece que somos, completa e unicamente, responsáveis por todas as coisas que acontecem nas nossas vidas, seja direta ou indiretamente. Quando lemos algo assim, muitas vezes somos surpreendidos por certo impacto, parece que dá um nó na garganta. Nao sei se é a nossa memória seletiva e ou nosso egocentrismo, mas algo nos faz só querer levar os créditos por aquilo de bom que acontece. Se o restante não está assim tão bom: fica por conta do acaso ou dos outros...

Se eu, e você também, pararmos agora e escolhermos um certo fato (bom ou ruim) do nosso momento atual, e se conseguirmos fazer todo um histórico desde o início, passando pelo desenvolvimento e indo até a conclusão, veremos que nós mesmos o causamos. Se o fato foi bom: não teremos maiores problemas. Então, agora pensemos em algo que está dando errado.
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Se após a constatação de que fomos nós os causadores, nós ainda recenhermos nossa culpa, estaremos dando um passo enorme rumo a uma vida, senão com menos erros, com erros menos lamentados. E se essa análise e reconhecimento forem uma constante em nossas vidas: seremos pessoas maduras, serenas e superiores.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sonhos em envelopes.

Ninguém em sã consciência gostaria de se sentir gordo e velho, muito menos em datas festivas, onde a vaidade fala mais alto. Mas quando isso vem em forma de metáfora e trazendo uma boa ação nas entrelinhas, tudo pode ser considerado válido.

Nessa segunda-feira, milhares de crianças em todo país começarão a ter seus sonhos tranformados em realidade: mais uma edição da campanha Papai Noel dos Correios será aberta, visando atender às cartas com vários pedidos enviadas no período natalino por crianças de comunidades carentes.

Mesmo com o crescimento anual da camanha, onde a sociedade colabora (tanto como voluntária para auxiliar na leitura e triagem das cartas, como para adotar um pedido), nem todas as crianças carentes são atendidas, por isso a participação de nós, é mais que importante. Não dói no seu coração saber que muitas delas pedem apenas um panetone, ou um vestidinho para a avó doente que a cria?

As cartinhas são recebidas, separadas e colocadas à disposição de quem quiser adotá-las. E bom lembrar que cartas com endereços repetidos, cartas de adultos, e cartas que pedem edicamentos, celular, MP3, DVD, notebooks e afins, não são atendidas, mantendo assim o caréter lúdico do Natal.

Uma sugestão que eu dou é que ao invés de fazer inúmeros amigos secretos (onde você trabalha, entre amigos de escola e em toda uma inifinidade de lugares) cada um desses possíveis participantes adote uma dessas cartinhas. VocÊ verá como vai passar um Natal mais leve, mesmo com toda a sensação de ser um gordo e bom velhinho...

Em Natal os telefones para maiores informações são: (84) 3232-4526 e 3232-8152.

domingo, 16 de novembro de 2008

Descrição Musical



Nunca tive sonhos de longo e branco caminhando até o altar, só me perguntava como eras e onde estarias, ficava esperando que chegassem com mil rosas para mim e o rosto banhado em lágrimas.

Até que a vida me disse, a gritos, que nunca te tive e por isso nunca te perdi, mas como tudo que é bom dura pouco e não acaba cedo, eu continuo precisando te falar: talvez tenha me apaixonado...

Atende que sou eu, porque o silêncio é algo frio, e meus inversos já são tão longos... Além disso eu quero mais do que a historia triste do garoto que odeia alguém que não existe. Você sabe que essas coisas me encantam, não importa se é ridículo, sou assim: só sei dizer palavras sem juízo.


Músicas

"Por isso esperava com a carinha ensopada, que chegasse rosas: com mil rosas para mim.
Porque já sabes que essas coisas me encantam e não importa se é ridículo: sou assim." (La Oreja de Van Gogh)

"Porque eu quero mais do que uma história triste, da garota que odeia alguém que não existe." (Wanessa Camargo)

"A vida me disse a gritos que nunca te tive , e nunca te perdi..." (Sin Bandera)

"Tudo que é bom dura pouco e não acaba cedo." (Capital Inicial)

" Eu quero tanto te falar, atende que sou eu: me apaixonei, talvez." (LS Jack)

"Eu só sei dizer palavras sem juízo." (Marina Elali)

“Nunca tive aqueles sonhos de longo e branco caminhando até o altar, só me perguntava como eras e onde estarias.” (La Puerta de los Sueños)

"Mas o silêncio é algo frio e meus invernos são muito longos." (La Oreja de Van Gogh)

sábado, 15 de novembro de 2008

Evolução e Egoísmo.

Pessoas passam, velozes, isoladas do mundo em seus carros com ar-condicionado e películas, das mais escuras possíveis. Outras ainda se inserem no contexto social das ruas, caminham e interagem, mas muitas das vezes somente no plano físico, porque em alguns casos ou estão ligadas ao celular ou submersas em seus mundos por meio de aparelhos eletrônicos, fechadas em seu próprio universo...

Cada vez que eu preiso sair às ruas (seja pra o que for) eu fico impressionado como as pessoas estão ficando cada vez mais individualistas. E o advento da tecnologia acaba dando uma força à mais para esse fenômeno, se por um acaso, ela mesma não seja a única culpada disso.

Muitas vezes crianças e adolescentes vivem por meio do computador, deixando de lado a vida social. Você deve conhecer algum caso desse tipo... Eu, como pessoa normal (ou quase) que sou, também faço pate dessa geração tecnológica e, justamente por isso, vim escrever sobre esse tema hoje: porque ontem vivi uma situação meio estranha.


O fato é que utilizo meu aparelho de mp3 somente em translados monótonos, e somente ocupo um dos ouvidos, justamente para não me desligar por completo do mundo. Ocorreu que ontem estava na parada de ônibus e um mendigo me pediu uma esmola. Eu com apenas um dos ouvidos disponíveis, ainda assim não consegui ouvir o que o homem falava. Com sorte ainda conseguir ler as palavras finais dos seus lábios, que diziam alguma coisa como: "completar minha passagem".

Aí eu subo no ônibus e me deparo com outras tantas pessoas ligadas completamente nas suas músicas, o que me fez pensar em até que ponto a humanidade ainda vai chegar com o avanço da tecnologia. Porque se, por um lado, a tecnologia e a descoberta de novidades significam melhoria na qualidade de vida, por outro, acabam trazendo à tona aspectos negativos da existência humana.

Talvez não seja a tecnologia, em si, a culpada pelos malefícios, sejam eles físicos, morais, psicológicos ou sociais. Eles podem estar ligados diretamente à veneração e à total entrega das gerações contemporâneas, que acabam por mergulhar por completo nas novidades, acabando por fazer uso errado delas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Divagando sobre a lua e os humanos...

Noite de quinta-feira, cheia de medos e inseguranças. Num relance, em meio a movimentos truncados, a percebo nascendo: um incêndio de gigantes proporções, lutando por um espaço fora do meu corpo... Apaixonado como nunca, me pus a pensar sobre ela, a rainha absoluta: a lua. E foi que cheguei à conclusão de que a lua remete aos estados de ânimo e de humor dos humanos, ou seja, uma representação natural de estados da mente humana.

Quando algo novo nos toca a vida, nos abre a mente, cá estamos nós: todos cheios de si. Reluzindo luz por todos os poros, naturalmente chamando a atenção e, muitas vezes, atraindo olhares por onde quer que nós passemos, sem ao menos ter a intenção disso. Chegamos a não caber dentro de nós mesmos. Muitos de nós ficamos maiores em nossas auto-estimas, chegando a cuidar mais de si mesmo. Melhorar...

Em contrapeso, há momentos na vida em que “não estamos” pra ninguém... Simplesmente nos ocultamos até para nós mesmos. O espelho não reflete nossa real imagem, tudo parece desaparecer baixo aos nossos pés. O que dizer da lua nova? Seria na minha visão, ela a imagem da lua que traduz esse nosso estado de espírito. Sombria. Sem uma imagem formada. Apena está ali. Mas só está!

Só que os seres humanos não são formados unicamente desses dois extremos, assim como também a lua não o é. Os extremos apenas são uma tentativa de tornar mais fácil a identificação entre o bom e o mau, o feliz e o triste, o cômodo e aquilo que angustia. Crescemos. Lenta e gradativamente, mas crescemos. Às vezes ficamos parados numa etapa do crescimento mais tempo do que queriam, ou mais tempo até do que nós mesmos esperávamos. Descuidamos das coisas. A força interna ou, muitas vezes ate externa, querem nos deter, mas ainda conseguimos lutar e dar a volta por cima.

Também minguamos, morgamos. Quantas vezes depois de uma fase linda e cheia de coisas boas temos aquelas épocas em quem até queremos voltar àquele estado tão produtivo. Mas algo maior nos impede e tenta apagar nossa chama? Estamos ali, mirradinhos, quietinhos, sem muito ânimo... Mas sem deixar nunca de ter esperança. Uma tal esperança que nunca falha.Assim como a lua volta a se tornar cheia, voltamos à nossa plenitude também. Afinal ninguém e 100% anjo ou demônio, apesar de temos algo desses dois dentro de nós.

Wagner Ventury24/07/2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Desabafo de uma Saudade.


Quem leu, leu...

Por motivos maiores retirei o conteúdo desse post.

A pessoa que me inspirou à escrever essa poesia,
Pediu para tê-la com exclusividade.

Boas-Vindas: à mim e à você.

Esse espaço foi criado com a única intenção de expor pensamentos, ou apenas pedaços deles, de modo a dividir experiências, dúvidas, alegrias e desejos com todos aqueles que frequentam esse mundo cibernético .

Escrever nos permite um maior auto-conhecimento, no dá liberdade para ser quem realmente somos e ainda nos dá oportunidade de reconhecer mudanças e amadurecimento no nosso modo de agir e pensar. Por isso estou me permitindo mais e me dispondo, aqui, a trazer você para o meu mundo, uma grande colcha de retalhos composta de diversos fragmentos, complexos e ao mesmo tempo tão simples, dependendo apenas do olhar lançado sobre eles.