quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Direto da Geladeira.

Tem quem goste de pratos quentes, mas há aqueles que preferem a sensação do gelo invadindo a boca. Existem aqueles sabores explosivos, frescos e quase instantâneos, ao mesmo tempo em que também há lugar para aqueles que foram se apurando com o tempo, até chegar ao ponto certo para degustação.

Os pratos principais, quentes, cheios de sabores, misturas e temperos, podem até ao ser servidos surtir um efeito imediato, ter um cheiro que faz salivar, mas a sensação que dar é que eles tem que safisfazer o instinto básico da alimentação. Os nossos antepassados, desde os mais primitivos, almoçavam, jantavam e até lanchavam, obviamente que sem dar esses nomes às suas refeições: eles apenas obedeciam à suas necessidades básicas. Se alimentavam.

Mas, (aaaahh) as sobremesas!!! Elas que tem a única função de DE-LEI-TAR, dar prazer... Sinal da inteligência humana, que conseguiu extrair os melhores sabores e misturá-los de uma forma tal, ao ponto de deixá-las de uma forma sublime. Seria coincidência que a maioria delas seja servida gelada? E ainda que elas sejam servidas em lugar de destaque em festas e comemorações? E seria mais coincidência o fato de que grande parte da humanidade seja simplesmente fissurada nos quitutes, geladinhos e docinhos, servidos após as refeições?

Se as respostas forem negativas, então junte-se a nós: vingativos assumidos. Não há prato mais doce que a vingaça: estrudada, complexa, um prato que se come frio, servido na hora certa e disfrutada ao extremo. Não se sinta mal, afinal a vingança não é um sentimento negativo ou inferior. É simplesmente a justiça, inteligentemente, feita por nossas próprias mãos.

Um comentário:

  1. Amigooooo arrasou no texto, quem nunca se deleitou com uma paquena vingança, mesmo que seja de uma simples atitude né, adorooooo, vou frequentar mais =)

    :*

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